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Sundar Pichai, Vice-presidente de Gerenciamento de Produtos do Google, afirmou no blog oficial que o objetivo é deixar o sistema o mais transparente possível para o usuário final. “Para a maioria das pessoas, o navegador não é o que importa, é simplesmente uma ferramenta para alcançar os sites”, afirmou.
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Mas a simplicidade pára por aí. “Em seu interior, abaixo da superfície, construímos os fundamentos de um navegador que pode atender às exigentes e complexas aplicações de hoje”, afirmou ao citar as novidades e a capacidade do navegador para processar scripts mais pesados.
O sistema já está disponível para download neste endereço: www.google.com.br/chrome.
O que há de novo?
O Google criou uma série de quadrinhos para explicar as funcionalidades do navegador. Muitas delas são baseadas no que já existe no mercado com algumas melhorias pontuais. Veja as principais:
- Código aberto: Assim como o Firefox, o código do navegador é aberto para que programadores e entusiastas produzam conteúdo (plugins) e façam alterações para customizar o sistema.
- Máquina Virtual V8: A V8, uma máquina virtual para JavaScript, pode otimizar a performance dos scripts no computador, fazendo com que eles rodem mais rápido. O detalhe é que a concorrência também pode utilizar esse recurso, já que ela tem código aberto.
- Novo modelo de abas: Uma mudança mais cosmética. No IE7 e no Firefox, as abas ficam abaixo da barra de endereços. O Chrome as coloca acima da barra, deixando a interface mais parecida com um fichário.
- Opção para autocompletar endereços: O Firefox 3 já utiliza esse recurso, mas o Chrome decidiu ir um pouco além. Ao digitar um endereço, o sistema começa a oferecer as opções baseadas nas páginas que você já visitou e nas mais populares da web que contenham aqueles termos.
- Resumo na página inicial: Mais um recurso reaproveitado, mas dessa vez é do Opera. O Chrome terá uma opção especial para a página inicial dos usuários. Ele pode apresentar um “resumo” das nove páginas mais visitadas e as imagens das suas telas iniciais.
- Modo de privacidade: O Chrome pode criar uma seção segura que não grava nenhum histórico de navegação. Quem não vai gostar disso são as autoridades de alguns países.
- Contra o lixo digital: Segundo o Google, quase não há risco de ser contaminado por malwares e outras pragas virtuais durante a navegação. O navegador não deixa nada ser instalado no computador. A empresa admite que os plugins criados por usuários não estão 100% livres do problema.
Briga de navegadores
Apesar de ter uma estreita relação com o Firefox 3, o Google resolveu entrar com um projeto bem audacioso, que vai pressionar a concorrência ainda mais. Principalmente com a nova versão do Internet Explorer 8, que já tem uma versão de testes disponível para donwload.
Outro fato que conta a favor é a popularidade do Google. Só no Brasil, são mais de 19 milhões de usuários únicos mensais passando pela página principal do sistema, de acordo com o Ibope/Netratings. Isso sem contar com os outros sites da empresa, como o YouTube e o Google Maps, por exemplo. Todos com potencial para divulgação do novo produto.
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