Bienal termina amanhã e pichadora segue na cadeia
A 28ª Bienal de São Paulo chega ao fim amanhã e deixa duas polêmicas: o proposital espaço vazio no segundo andar e a prisão por 40 dias de Caroline Pivetta da Mota, de 23 anos, por pichar as paredes desse pavimento. Estudante do ensino médio e artesã, ela foi a única integrante de um grupo formado por cerca de 40 pessoas que pichou o segundo piso, no dia da abertura da exposição.
Após ser detida pelos seguranças, a garota foi levada ao 36º Distrito Policial (Paraíso) e três dias depois foi presa na Penitenciária Feminina Sant?Ana, no Carandiru. Ré primária, divide a cela com uma detenta. Seu companheiro de grupo, o taxista Rafael Martins, de 27 anos, foi preso, mas liberado após sete dias. Os dois podem responder processo por destruição de prédio público, com pena de um mês a dois anos de prisão. A acusação pode agravar porque o prédio é tombado.
De acordo com Cristiane Carvalho, advogada de Caroline, a jovem continua presa por falta de comprovante de residência. A advogada já apresentou o documento há duas semanas e pediu reconsideração. Caroline mora em Diadema, onde divide uma casa com um amigo. ?Não houve invasão nem depredação, mas manifestação política, pois eles pregam a contracultura, de que o artista de periferia não tem oportunidades para expor?, disse Cristiane. A mãe, que soube da prisão pela imprensa, veio do Rio Grande do Sul e deve visitá-la hoje. As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo.
AE -
09h49, Sexta-feira, 05 de dezembro de 2008